O caso específico da mulher teletrabalhadora no domicílio

    Os problemas encontrados no caso da mulher trabalhadora ou teletrabalhadora no domicílio são ainda maiores se comparados às situações dos homens.

    Muitos estudos mostram a alta proporção de mulheres que trabalham no domicílio. Geralmente são mulheres casadas, com filhos e com idade média variando entre 25 e 45 anos (OIT 1, 1995).

    Ainda não existem dados estatísticos que tratam, especificamente, sobre a proporção de mulheres teletrabalhadoras no domicílio, porém, com base no quadro abaixo, o qual apresenta dados estatísticos referentes ao trabalho no domicílio em geral, pode-se, por inferência, pressupor que o número de mulheres executando o Teletrabalho no Domicílio é bastante alto, apesar do grande número de homens que vêm adotando essa modalidade de trabalho.

    Em muitos casos, o trabalho no domicílio é uma pseudo-solução. A idéia de que o trabalho no domicílio oferece às mulheres a possibilidade de conciliar suas responsabilidades familiares à uma atividade profissional, pode não ser o que se constata na prática. Na realidade, o que existe é uma sobrecarga de trabalho causada pelo acúmulo das tarefas domésticas, do cuidado com os filhos e das atividades profissionais (VENDRAMIN e VALENDUC, 1989).

    Para amenizar ou mesmo eliminar os problemas das mulheres teletrabalhaoras no domicílio, a sugestão unânime dos autores pesquisados (VENDRAMIN e VALENDUC, 1989; RUIZ, 1995; e outros) é para que sejam criadas políticas familiares específicas para o Teletrabalho no Domicílio.



    >> VOLTAR <<                                                 >>PRINCIPAL<<